Projeto: EcoEstado

roraima

Como surgiu o projeto

A ideia do Projeto EcoEstado surgiu em Viena, em Novembro de 2011. Durante a 14 Conferência da ONU para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), o engenheiro Marcos Pontes, Astronauta Brasileiro e Embaixador da   ONUDI, propôs a integração de projetos e metodologias de sucesso comprovado nas eco cidades do mundo em uma só localidade.

Engenheiro especializado em integração de sistemas e gerenciamento de projetos, Marcos Pontes achava estranho que nenhuma cidade do planeta tivesse integrado soluções completas sustentáveis de transporte, energia, resíduos sólidos, água e poluição.

Após analisar possíveis locais para o projeto, o embaixador Marcos Pontes sugeriu ao Diretor Geral da ONUDI que o estado de Roraima seria o local ideal para a implantação do projeto devido às suas condições de desenvolvimento e potencial de agronegócio, além de sua localização na região amazônica, o que, naturalmente, já chama a atenção para o tema de sustentabilidade.

O projeto foi aprovado pela ONUDI e pelo Governo de Roraima.

Objetivos do projeto

  1. Promover o desenvolvimento social, econômico e ambiental do estado;
  2. Promover a cultura necessária ao desenvolvimento sustentável;
  3. Promover a criação de novas empresas;
  4. Qualificar novos profissionais e gerar empregos no estado;
  5. Promover inovações em tecnologias sustentáveis;
  6. Preservar o meio ambiente de forma eficiente e sustentável;
  7. Promover a qualidade de vida associada ao desenvolvimento sustentável;
  8. Demonstrar, de forma científica e prática, a viabilidade de conceitos e a possibilidade, ou não, de integração de ideias, tecnologia e metodologias sustentáveis em condições reais;
  9. Transformar o estado de Roraima em um modelo mundial prático e integrado de Desenvolvimento Sustentável;
  10. Contribuir para a redução dos problemas principais que afetam grande parte da população mundial.

Operação do projeto

Em Março de 2012, foram assinadas as cartas de intenção e compromisso pelos três parceiros estruturantes do projeto:

  1. A Fundação Astronauta Marcos Pontes, com a função de Gerente do Projeto e Ponto Central de estabelecimento de parcerias com empresas e instituições públicas, do Brasil e do exterior, para o projeto.
  2. A ONUDI, com a função de fornecer toda a “expertise” para o desenvolvimento do projeto, a partir de sua experiência em projetos de sustentabilidade em eco cidades do planeta.
  3. O Governo de Roraima, com a função de executar as obras de infraestrutura do estado, assim como prover meios para as atividades do projeto naquele estado.

O projeto foi apresentado no Forum da Amazônia e no Forum Corporativo da Conferência Rio+20, em Julho de 2012, sendo completamente apoiado e aplaudido pelas instituições e empresas participantes.

A participação na Rio+20 gerou propostas e acordos de parcerias nacionais e internacionais com a Astropontes para o desenvolvimento do Projeto como: Project Management Institute, EMBRAPA, SESI, SENAI, SEBRAE, Global Environment Facility, WWF, Universidades locais, Conselho Federal de Contabilidade, entre outros.

A governança do projeto é liderada por um conselho formado por membros dos parceiros estruturantes e de instituições participantes. O presidente do conselho é o Vice-Governador do Estado de Roraima, Francisco Rodrigues, e o Vice-Presidente do Conselho é o Engenheiro Marcos Pontes.

Como Gerente do Projeto, visando preservar a necessária condição suprapartidária do projeto, a Astropontes propôs que não houvesse atividades locais durante o período de campanha eleitoral de 2012. Portanto, as atividades foram retomadas em Novembro de 2012 com as análises preliminares das condições e problemas dos diversos setores de atividades do estado. Esta análise contou com a participação intensa da maioria das entidades e instituições em operação no estado.

O projeto envolve atividades de Planejamento Estratégico e Políticas Sustentáveis para as áreas urbanas, assim como a implementação de Projetos Piloto nas áreas rurais.

Em 2013, na sequência da assinatura dos contratos necessários para o início efetivo das ações do projeto, seriam iniciadas as atividades de formação e qualificação de recursos humanos, o desenvolvimento de planos e políticas urbanas e a implantação dos primeiros projetos piloto e empresas no local.

Ainda em 2013, o projeto pretendia criar pelo menos 1000 novos postos de trabalho em empresas parceiras a se instalarem nas cidades do estado.

O projeto teria duração de 6 anos para implantação e deverá englobar todas as 15 cidades do estado, beneficiando direta e indiretamente mais de 600 mil pessoas em Roraima, em termos de oportunidades de estudo, emprego e aumento de qualidade de vida.

Em termos de recursos, a ONUDI havia aprovado o investimento a fundo perdido de 90 milhões de euros por ano para o projeto. Ainda, havia o interesse do Global Environment Facility (GEF) em investir 20% do valor de todas as obras que o governo de Roraima desenvolvesse para o projeto.

Contudo, embora o projeto, completamente apolítico, logicamente,  tenha sido aprovado com louvor e grande entusiasmo pelo Governador do Estado e todos os prefeitos do estado, ele precisou ser apresentado para aprovação da Assembleia Legislativa do Estado antes que pudesse ser colocado em prática, já que existia gastos necessários do governo para sua administração.

Assim, o projeto foi submetido à Assembleia no início de 2012 e não teve andamento.

Em 2014 a ONUDI retirou o projeto da sua carteira de orçamento.

Em 2015, a Fundação retomou conversação sobre o projeto com alguns municípios brasileiros, como Agudos, SP e Parauapebas, PA, para tentar reativar o projeto na versão original de “Ecocidade Integrada” com a ONUDI. Com eleições em 2016, até o momento nenhum desses esforços com os municípios teve sucesso.